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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Entenda como um vigarista condenado custou milhões à Google
Algemado e acompanhado de agentes federais, David Whitaker se passou por um agenciador online que vendia drogas em dúzias de ligações telefônicas e e-mails com executivos de vendas da Google. O governo gastou cerca de R$ 380 mil em propagandas para vender narcóticos, anabolizantes e outras substâncias controladas.
Por quatro meses, em 2009, Whitaker, um prisioneiro federal e vigarista condenado, foi o ator principal de uma jogada governamental contra a Google que resultou em uma das maiores penalidades na história dos negócios americanos.
“Existia uma parte de mim que se sentia mal”, comenta Whitaker. “Eu comecei a gostar dessas pessoas. Mas fui conhecendo-as e vi que estavam erradas”.
O governo americano usou dinheiro, nomes e companhias falsos – táticas geralmente usadas contra cartéis de drogas e grupos criminais – para encerrar esse caso. A Google concordou em pagar uma penalidade de mais de R$ 1 bilhão para evitar um processo por propagandas de vendas farmacêuticas ilegais.
A empresa colocou no testemunho que inapropriadamente e conscientemente concordou em colocar publicidade de produtos ilegais de farmácias que alegavam estar no Canadá, e que buscavam consumidores americanos.
“Nós banimos a propaganda de medicamentos de farmácias canadenses nos Estados Unidos há algum tempo”, declarou a Google. “Entretanto, é óbvio que não deveríamos ter deixado que elas fossem colocadas desde o começo”.
Apesar de a punição ter sido a maior da história americana, é uma quantia pequena para a Google, que tem um capital de giro de R$ 100 bilhões.
A aceitação da responsabilidade, por parte da empresa, abriu a porta para investigações sobre outros atos ilegais online, como fraude ou pirataria.
A Google argumenta que não pode ser responsável pelas ações de mais de um milhão de propagandas. Mas a penalidade não representou apenas o dinheiro da publicidade, e sim também o que foi coletado com as vendas ilegais das farmácias.
O promotor principal da ação, Peter Neronha, afirma: “O acordo anuncia que, onde há evidência de que um sistema de buscas, tendo conhecimento, promoveu produtos impróprios, ele pode ser processado como cúmplice”.
Ainda é incerto se a empresa vai cortar outros anúncios. “Se a Google adotar medidas mais restritivas, todos vão notar imediatamente uma queda no rendimento deles”, comenta Eric Goldman, da Universidade Santa Clara.
O caso governamental também contém alegações perigosas contra executivos da empresa, incluindo o cofundador, Larry Page, relacionadas a anúncios de drogas.
De acordo com Neronha, Page, hoje o chefe executivo da empresa, sabia da conduta ilícita. “Documentos e testemunhas entrevistadas confirmaram que Larry Page sabia do que acontecia”.
Neronha negou dar detalhes das evidências, que foram apresentadas secretamente para um grande júri federal. Outras pessoas familiares com o caso afirmaram que alguns e-mails mostravam Sheryl Sandberd, uma antiga executiva do alto escalão da empresa, preocupada com os anúncios.
Os promotores poderiam ter usado essas evidências para argumentar que a empresa deliberadamente fingiu não ver as infrações, para proteger um lucro que o governo estima em centenas de milhões.
A Google afirma que tem políticas estritas contra crimes que usam seu sistema de anúncios, e que bane aqueles que repetidamente violam as regras.
“Nós banimos não apenas anúncios, mas também os anunciantes que abusam da nossa plataforma, e nós trabalhamos perto de autoridades do governo e da lei para agir contra isso”, afirma Kent Walker, conselheiro geral da empresa.
A história de Whitaker, contada aqui pela primeira vez, apresenta uma visão diferente. Andando por cortes federais, algemado e com roupas beges, o prisioneiro de 37 anos ainda assim parecia um empresário do Vale do Silício.
O homem sofre de transtorno bipolar, de acordo com seus advogados, e tem um histórico de muitas fraudes. Quanto tinha 16 anos, Whitaker pegou o cartão de crédito da mãe, alugou um jato particular e levou sua namorada para fazer compras em outra cidade.
O caminho de Whitaker até essa operação governamental começou em 2005, quando, de acordo com documentos, ele fez vendas que somavam milhões de dólares em iPods e outros eletrônicos, por preços abaixo do mercado, e se mudou de cidade, sem entregá-los. Ele fugiu pelos Estados Unidos usando um jato privado, evitando ser preso, e protegido por uma equipe de segurança particular. Ele até alugou uma mansão, durante pouco tempo, em Miami, por R$ 380 mil mensais.
Ele foi para o México em 2006, e começou uma farmácia online, vendendo anabolizantes e hormônios de crescimento para consumidores americanos, usando anúncios do Google. As duas substâncias – vendidas apenas com receita – iam contra as leis federais e as regras de publicidade da empresa.
“Era muito óbvio para a Google que meu site não era uma farmácia licenciada”, afirma Whitaker. “Ao entender isso, a empresa me ofereceu uma linha de crédito muito generosa e permitiu que eu colocasse meus anúncios diretamente para os consumidores americanos”.
Whitaker foi preso no México, em março de 2008, por entrar ilegalmente no país e por fraude online, conspiração e suborno comercial. Ele deu depoimentos para as autoridades sobre a participação da Google no caso das farmácias ilegais.
Os promotores federais, para testar as alegações, montaram uma força tarefa no começo de 2009, com a ajuda de Whitaker. Nos dias de semana, ele era escoltado do centro de detenção para um antigo departamento escolar, sob o olhar de agentes, para montar uma farsa.
Sob o disfarce de Jason Corriente, um agente de propagandas com muito dinheiro, Whitaker passou o sistema automático de anúncios do Google e chegou até os altos executivos. Os agentes federais criaram o site www.sportsdrugs.net, desenhado para parecer como se um “barão das drogas mexicano tivesse criado um site para vender GH e anabolizantes”, de acordo com Whitaker.
No começo, a empresa rejeitou isso, junto com outro site, o www.notgrowingoldeasy.com. Mas os executivos de propaganda da empresa trabalharam com Whitaker para encontrar uma brecha entre as leis da Google.
A equipe disfarçada removeu um link para comprar drogas diretamente, modificando para um sistema em que os consumidores preenchiam um formulário online – e a Google aprovou. “O site gerou uma montanha de e-mails de consumidores querendo comprar GH e anabolizantes”, afirma Whitaker.
Para pagar as taxas da Google, os agentes faziam depósitos a cada dois ou três dias, com um cartão de crédito do governo.
Os agentes criaram ainda mais coragem. Eles fizeram um site que vendia medicamentos para perder peso, sem receita. Eles também adicionaram outro portal, para vender a pílula abortiva RU-486, que nos Estados Unidos só pode ser tomada em consultório.
A equipe mexicana de anúncios da Google aprovou o site, então aqueles que pesquisassem, nos Estados Unidos, por “RU 486” iriam ver a propaganda. E ainda foi permitido que colocassem a frase “sem necessidade de receita”.
Alguns dias depois, os agentes colocaram links para comprar as drogas diretamente. Essas vendas violaram as leis americanas que proíbem a venda de medicamentos fora do país, sem receita. “Havia fotos dos remédios, descrições e marcas que revelavam que estávamos enviando do México, sem receita”, afirma Whitaker.
No fim da operação, em meados de 2009, os agentes estavam comprando anúncios da Google para sites que abertamente vendiam narcóticos com necessidade de receita, como oxycodone e hydrocodone. Eles conseguiram até que o departamento de anúncios chinês aprovasse um site que vendia Prozac e Valium para consumidores americanos.
“Os empregados da Google foram fundamentais para isso. Os sites eram abertamente ilegais”, afirma Whitaker.
Sob a direção dos agentes, Whitaker sinalizou seus propósitos ilegais para os executivos dos anúncios da Google. Ele até falou para alguns que os consumidores americanos estavam aumentando os pedidos, e deu o exemplo de um cliente que pretendia virar “o maior vendedor de anabolizantes dos Estados Unidos”.
No começo, os agentes ignoravam os pedidos que chegavam. Mas conforme os sites viraram farmácias online, eles se preocuparam com alguns clientes, que poderiam estar doentes, esperando por medicação.
Então, eles passaram a obrigar os consumidores a preencher um formulário online e receber um “kit de sócio”. Os kits nunca chegavam, mas pelo menos fizeram com que eles parassem de fazer pedidos.
No verão de 2009, os agentes visitaram a central da Google, em Mountain View, Califórnia. Eles comentaram sobre as evidências que haviam coletado. Foram somadas mais de quatro milhões de páginas de e-mails, documentos e testemunhos.
A força tarefa federal, que também incluiu o Departamento de Drogas e Alimentos, estava preparando as acusações criminais contra a empresa e seus executivos por anunciar atividade criminal online.
A Google contratou o advogado Jamie Gorelick, que já havia trabalhado com Bill Clinton. Dois anos depois, a empresa chegou a um acordo com o governo.
“É justo dizer que não foram dois ou três empregados comuns que fizeram isso. Foi uma decisão da empresa tomar essas condutas”, afirma Neronha.
Seis processos já foram abertos contra executivos da empresa e membros, alegando que eles fizeram danos à companhia por não tomar decisões prévias contra os anúncios das farmácias ilegais.
E a Google tem outro problema legal. Gravadoras e estúdios de cinema afirmam que ela ganha dinheiro com pirataria online – um assunto levantado nesse mês, durante os debates no congresso sobre a pirataria.
Um estudo do ano passado, comissionado pela NBC Universal, estima que quase um quarto do fluxo online está relacionado à pirataria de filmes, programas de TV e jogos. “E é um grande negócio saber em qual site você coloca seus anúncios”, comenta Jay Roth, da Liga dos Diretores Americanos.
Para terminar a farsa, os agentes federais acabaram com o personagem de Whitaker. Eles enviaram um e-mail final para os empresários da Google, afirmando que o empreendedor online havia morrido em um acidente de carro.
Whitaker, que se confessou culpado e iria enfrentar uma pena máxima de 65 anos, foi sentenciado a seis, em dezembro, por participar do esquema no que os promotores federais afirmam ser uma cooperação “extraordinária”. Ele está para ser solto em dois anos. [WallStreetJournal]
Por quatro meses, em 2009, Whitaker, um prisioneiro federal e vigarista condenado, foi o ator principal de uma jogada governamental contra a Google que resultou em uma das maiores penalidades na história dos negócios americanos.
“Existia uma parte de mim que se sentia mal”, comenta Whitaker. “Eu comecei a gostar dessas pessoas. Mas fui conhecendo-as e vi que estavam erradas”.
O governo americano usou dinheiro, nomes e companhias falsos – táticas geralmente usadas contra cartéis de drogas e grupos criminais – para encerrar esse caso. A Google concordou em pagar uma penalidade de mais de R$ 1 bilhão para evitar um processo por propagandas de vendas farmacêuticas ilegais.
A empresa colocou no testemunho que inapropriadamente e conscientemente concordou em colocar publicidade de produtos ilegais de farmácias que alegavam estar no Canadá, e que buscavam consumidores americanos.
“Nós banimos a propaganda de medicamentos de farmácias canadenses nos Estados Unidos há algum tempo”, declarou a Google. “Entretanto, é óbvio que não deveríamos ter deixado que elas fossem colocadas desde o começo”.
Apesar de a punição ter sido a maior da história americana, é uma quantia pequena para a Google, que tem um capital de giro de R$ 100 bilhões.
A aceitação da responsabilidade, por parte da empresa, abriu a porta para investigações sobre outros atos ilegais online, como fraude ou pirataria.
A Google argumenta que não pode ser responsável pelas ações de mais de um milhão de propagandas. Mas a penalidade não representou apenas o dinheiro da publicidade, e sim também o que foi coletado com as vendas ilegais das farmácias.
O promotor principal da ação, Peter Neronha, afirma: “O acordo anuncia que, onde há evidência de que um sistema de buscas, tendo conhecimento, promoveu produtos impróprios, ele pode ser processado como cúmplice”.
Ainda é incerto se a empresa vai cortar outros anúncios. “Se a Google adotar medidas mais restritivas, todos vão notar imediatamente uma queda no rendimento deles”, comenta Eric Goldman, da Universidade Santa Clara.
O caso governamental também contém alegações perigosas contra executivos da empresa, incluindo o cofundador, Larry Page, relacionadas a anúncios de drogas.
De acordo com Neronha, Page, hoje o chefe executivo da empresa, sabia da conduta ilícita. “Documentos e testemunhas entrevistadas confirmaram que Larry Page sabia do que acontecia”.
Neronha negou dar detalhes das evidências, que foram apresentadas secretamente para um grande júri federal. Outras pessoas familiares com o caso afirmaram que alguns e-mails mostravam Sheryl Sandberd, uma antiga executiva do alto escalão da empresa, preocupada com os anúncios.
Os promotores poderiam ter usado essas evidências para argumentar que a empresa deliberadamente fingiu não ver as infrações, para proteger um lucro que o governo estima em centenas de milhões.
A Google afirma que tem políticas estritas contra crimes que usam seu sistema de anúncios, e que bane aqueles que repetidamente violam as regras.
“Nós banimos não apenas anúncios, mas também os anunciantes que abusam da nossa plataforma, e nós trabalhamos perto de autoridades do governo e da lei para agir contra isso”, afirma Kent Walker, conselheiro geral da empresa.
A história de Whitaker, contada aqui pela primeira vez, apresenta uma visão diferente. Andando por cortes federais, algemado e com roupas beges, o prisioneiro de 37 anos ainda assim parecia um empresário do Vale do Silício.
O homem sofre de transtorno bipolar, de acordo com seus advogados, e tem um histórico de muitas fraudes. Quanto tinha 16 anos, Whitaker pegou o cartão de crédito da mãe, alugou um jato particular e levou sua namorada para fazer compras em outra cidade.
O caminho de Whitaker até essa operação governamental começou em 2005, quando, de acordo com documentos, ele fez vendas que somavam milhões de dólares em iPods e outros eletrônicos, por preços abaixo do mercado, e se mudou de cidade, sem entregá-los. Ele fugiu pelos Estados Unidos usando um jato privado, evitando ser preso, e protegido por uma equipe de segurança particular. Ele até alugou uma mansão, durante pouco tempo, em Miami, por R$ 380 mil mensais.
Ele foi para o México em 2006, e começou uma farmácia online, vendendo anabolizantes e hormônios de crescimento para consumidores americanos, usando anúncios do Google. As duas substâncias – vendidas apenas com receita – iam contra as leis federais e as regras de publicidade da empresa.
“Era muito óbvio para a Google que meu site não era uma farmácia licenciada”, afirma Whitaker. “Ao entender isso, a empresa me ofereceu uma linha de crédito muito generosa e permitiu que eu colocasse meus anúncios diretamente para os consumidores americanos”.
Whitaker foi preso no México, em março de 2008, por entrar ilegalmente no país e por fraude online, conspiração e suborno comercial. Ele deu depoimentos para as autoridades sobre a participação da Google no caso das farmácias ilegais.
Os promotores federais, para testar as alegações, montaram uma força tarefa no começo de 2009, com a ajuda de Whitaker. Nos dias de semana, ele era escoltado do centro de detenção para um antigo departamento escolar, sob o olhar de agentes, para montar uma farsa.
Sob o disfarce de Jason Corriente, um agente de propagandas com muito dinheiro, Whitaker passou o sistema automático de anúncios do Google e chegou até os altos executivos. Os agentes federais criaram o site www.sportsdrugs.net, desenhado para parecer como se um “barão das drogas mexicano tivesse criado um site para vender GH e anabolizantes”, de acordo com Whitaker.
No começo, a empresa rejeitou isso, junto com outro site, o www.notgrowingoldeasy.com. Mas os executivos de propaganda da empresa trabalharam com Whitaker para encontrar uma brecha entre as leis da Google.
A equipe disfarçada removeu um link para comprar drogas diretamente, modificando para um sistema em que os consumidores preenchiam um formulário online – e a Google aprovou. “O site gerou uma montanha de e-mails de consumidores querendo comprar GH e anabolizantes”, afirma Whitaker.
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“Os empregados da Google foram fundamentais para isso. Os sites eram abertamente ilegais”, afirma Whitaker.
Sob a direção dos agentes, Whitaker sinalizou seus propósitos ilegais para os executivos dos anúncios da Google. Ele até falou para alguns que os consumidores americanos estavam aumentando os pedidos, e deu o exemplo de um cliente que pretendia virar “o maior vendedor de anabolizantes dos Estados Unidos”.
No começo, os agentes ignoravam os pedidos que chegavam. Mas conforme os sites viraram farmácias online, eles se preocuparam com alguns clientes, que poderiam estar doentes, esperando por medicação.
Então, eles passaram a obrigar os consumidores a preencher um formulário online e receber um “kit de sócio”. Os kits nunca chegavam, mas pelo menos fizeram com que eles parassem de fazer pedidos.
No verão de 2009, os agentes visitaram a central da Google, em Mountain View, Califórnia. Eles comentaram sobre as evidências que haviam coletado. Foram somadas mais de quatro milhões de páginas de e-mails, documentos e testemunhos.
A força tarefa federal, que também incluiu o Departamento de Drogas e Alimentos, estava preparando as acusações criminais contra a empresa e seus executivos por anunciar atividade criminal online.
A Google contratou o advogado Jamie Gorelick, que já havia trabalhado com Bill Clinton. Dois anos depois, a empresa chegou a um acordo com o governo.
“É justo dizer que não foram dois ou três empregados comuns que fizeram isso. Foi uma decisão da empresa tomar essas condutas”, afirma Neronha.
Seis processos já foram abertos contra executivos da empresa e membros, alegando que eles fizeram danos à companhia por não tomar decisões prévias contra os anúncios das farmácias ilegais.
E a Google tem outro problema legal. Gravadoras e estúdios de cinema afirmam que ela ganha dinheiro com pirataria online – um assunto levantado nesse mês, durante os debates no congresso sobre a pirataria.
Um estudo do ano passado, comissionado pela NBC Universal, estima que quase um quarto do fluxo online está relacionado à pirataria de filmes, programas de TV e jogos. “E é um grande negócio saber em qual site você coloca seus anúncios”, comenta Jay Roth, da Liga dos Diretores Americanos.
Para terminar a farsa, os agentes federais acabaram com o personagem de Whitaker. Eles enviaram um e-mail final para os empresários da Google, afirmando que o empreendedor online havia morrido em um acidente de carro.
Whitaker, que se confessou culpado e iria enfrentar uma pena máxima de 65 anos, foi sentenciado a seis, em dezembro, por participar do esquema no que os promotores federais afirmam ser uma cooperação “extraordinária”. Ele está para ser solto em dois anos. [WallStreetJournal]
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